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12 a 15 de Julho de 2027 | PUC Minas, Belo Horizonte

O VII Congresso da ABES convida à reflexão sobre como os territórios – históricos, sociais, culturais, políticos, ambientais e tecnológicos – participam da construção das teorias semióticas.

 

Pensar a semiótica a partir do Brasil é reconhecer que nossos saberes, conflitos e formas de vida também transformam o pensamento.

 

Em diálogo com diferentes perspectivas e tradições, o congresso propõe doze eixos de reflexão e investigação semiótica.

Explore os eixos de reflexão e investigação

Mais do que campos de aplicação, esses eixos desafiam, transformam e renovam as teorias semióticas – afirmando o Brasil como espaço plural de produção de conhecimentos situados.

Âncora 1

1

Territórios, biomas e diversidade

A diversidade dos biomas brasileiros convida a semiótica a repensar as relações entre seres humanos, demais seres vivos e ambiente. Crise climática, biodiversidade, Antropoceno, ecossemiótica e biossemiótica abrem novas questões para a produção de sentido.

2

Perspectivas decoloniais e saberes originários

As cosmologias e epistemologias indígenas desafiam perspectivas centradas nas tradições ocidentais. Seus modos de compreender território, natureza, espiritualidade e formas de vida ampliam o repertório conceitual da semiótica.

3

Perspectivas antirracistas e epistemologias afro-brasileiras

A história da escravidão e a permanência do racismo estrutural atravessam a produção de sentidos no Brasil. Culturas e epistemologias afro-brasileiras renovam as reflexões sobre memória, identidade, alteridade, poder, resistência e representatividade.

4

Desigualdades, reconhecimento e justiça social

As profundas desigualdades brasileiras sustentam discursos, representações e disputas por visibilidade e reconhecimento. Pensar a semiótica a partir do Brasil exige compreender essas assimetrias como constitutivas dos processos de significação.

5

Perspectivas feministas, gêneros e sexualidades

Feminismos, estudos de gênero e sexualidade e pesquisas sobre experiências trans questionam hierarquias e normatividades. Corpos, identidades, performances e relações de poder tornam-se campos fundamentais para novas investigações semióticas.

6

Democracia, polarização política e intolerância

Polarização, desinformação, discursos de ódio e intolerância desafiam a democracia brasileira. A semiótica oferece instrumentos para investigar a crise epistêmica, os conflitos políticos e as disputas contemporâneas pela produção da verdade e do sentido.

7

Culturas digitais, plataformização e inteligência artificial

Plataformas digitais, algoritmos e inteligência artificial transformam a produção, a circulação e a interpretação dos sentidos. Esses fenômenos exigem novas perguntas, métodos e categorias para a investigação semiótica contemporânea.

8

Semiótica, educação e divulgação científica

O diálogo entre semiótica e educação envolve ensino, multiletramentos, transposição didática, discursos pedagógicos e divulgação e comunicação científicas. Inteligência artificial, tecnologias digitais, desinformação e intolerância ampliam hoje os desafios desse campo de investigação.

9

Manifestações e performances artísticas

Das letras às telas, dos palcos às pistas de dança, as artes brasileiras tecem sentidos entre o popular e o erudito, o ancestral e o experimental. Mais que expressão, são territórios de disputa de imaginários, onde diferentes linguagens se cruzam e performances criam memória, resistem e reinventam o próprio olhar semiótico.

10

Semiótica, cultura e vida social

No esporte, nas festas, na moda, na fé e na mesa, a cultura brasileira pulsa em rituais e narrativas que moldam pertencimentos. Práticas cotidianas e institucionais revelam tensões, reelaboram tradições e dão corpo a modos de vida, convidando a semiótica a mergulhar nas tramas de sentido que nos constituem como sociedade.

11

Diálogos entre o Brasil e o Sul Global

Tomar o Brasil como ponto de partida permite dialogar com sociedades atravessadas por colonialismo, desigualdades, conflitos ambientais e crises democráticas. Decolonialidade, interseccionalidade e abordagens críticas favorecem uma semiótica atenta à pluralidade das experiências históricas e territoriais.

12

Diálogos entre o Brasil e o Norte Global

O diálogo com diferentes tradições internacionais permite investigar como territorialidades e experiências socioculturais participam da produção da teoria. O Brasil afirma-se, assim, não apenas como objeto de investigação, mas como lugar de produção, circulação e renovação do conhecimento semiótico.

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